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Famílias continuam abrigadas no parque de exposições
- Ter, 31 de Janeiro de 2012
- Do PMRB
O número de famílias abrigadas no parque de exposições Marechal Castelo Branco saltou de 10 na tarde de segunda-feira, 30, para 30 já na manhã desta terça-feira, 31. Elas tiveram que deixar suas casas localizadas em área de risco em virtude da cheia do rio Acre. São 107 pessoas que estão recebendo todo o apoio social da prefeitura e do governo do Estado pelo período em que tiverem que se abrigar no parque.
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Enquanto permanecem no parque, as famílias recebem atenção das secretarias do governo e da prefeitura. Recebem alimentação, apoio social e atendimento médico caso seja necessário. Suas mobílias são inventariadas e guardadas em locais adequados até que possam retornar com segurança para suas residências.
Essas famílias são residentes em áreas de risco da capital. São bairros como o Baixada da Habitasa, Ayrton Senna e Taquari, entre outros, que foram formados a partir da ocupação irregular nos anos de 1970, 1980 e 1990. Por se encontrarem em áreas baixas, próximas às margens do rio, esses bairros acabam alagando, deixando dezenas de famílias desabrigadas.
Esse é um problema social que vem se repetindo todos os anos em maior ou menor grau, dependendo do nível que o rio alcança. Na manhã desta terça-feira, 31, o rio marcava 14,58 metros, um centímetro abaixo do que foi registrado na medição realizada no início da noite de segunda-feira, 30.
A prefeitura e o governo do Estado têm agido no sentido de minorar esse problema. Com recursos do governo federal e recursos próprios, as duas administrações têm atuado na retirada das famílias dos pontos mais críticos. A maioria delas está sendo abrigadas em residências alugadas em diversos pontos da cidade. O aluguel é pago pela prefeitura ou pelo governo através do programa de Aluguel Social. Essas famílias também são incluídas nos programas de habitação popular e muitas delas já foram beneficiadas e já estão vivendo em suas casas em conjuntos habitacionais construídos especificamente para atender as famílias de baixa renda.
Desde a enchente registrada no início de 2011, governo e prefeitura já fizeram a retirada de mais de 200 famílias de áreas de risco. A meta e retirar cerca de 500 para que residem nos pontos mais críticos. Elas deverão ser atendidas pelo Aluguel Social até serem beneficiadas com residências próprias dos programas habitacionais.
















