Estrangeiros dispensam samba no pé e marcam presença na Sapucaí

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Turistas de vários países pagam até R$ 1 mil por cada fantasia.
'É incrível, apesar do calor', comenta diplomata australiano.
Eles podem não saber sambar, mas nem por isso deixam de viver a emoção de desfilar na Marquês de Sapucaí e conhecer o tão famoso carnaval do Rio. Estrangeiros das mais variadas nacionalidades pagam caro – alguns desembolsam até R$ 1 mil – para suar debaixo das fantasias, mas o sentimento após os desfiles parece ser sempre o mesmo: “Vale muito a pena”, resume a artista plástica holandesa Sanne Stockenbeek.

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Tim Morris, diplomata, tirou uma folga da embaixada da Austrália no Brasil para desfilar pela Imperatriz, a terceira escola a deste domingo (19). Foi acompanhado da também diplomata Sharon Lennon, da embaixada da Irlanda, e das amigas e professoras australianas Edwina Dohle e Natalie Garcia de Heer.

“Foi incrível apesar do calor”, disse Morris, já com planos para se refrescar. “Vamos beber muita cerveja. Eu preciso”, brincou.

“Vou recomendar. Todo mundo tem que viver isso um dia. Já fui a Nothing Hill e a Amsterdã, mas nada é igual ao que vivemos aqui hoje”, comparou Sharon aos carnavais das cidades na Inglaterra e na Holanda.

O quarteto também está curtindo o carnaval de rua do Rio e planeja até aproveitar pedaços da fantasia. “Essa calça vou usar no Sargento Pimenta”, contou Morris, que pretende ir ao bloco que canta Beatles em ritmo de batucada, com desfile marcado para esta segunda-feira (20), às 14h, do Museu de Arte Moderna (MAM), no Aterro do Flamengo. “Ainda estou vendo qual parte vou reaproveitar”, acrescentou Natalie.

Os consultores Maurizio de Franciscis e Gleyce Oliveira se conheceram em Londres, há três anos, e há três meses o italiano mora em São Paulo com a paulistana. Não perdeu tempo e já foi conhecer a festa da qual tanto ouvia falar. “Ele chegou com tudo”, comentou a namorada.

Ambos são debutantes nos desfiles da Marquês de Sapucaí e dizem ter adorado quase tudo. Mas, além do calor, reclamação coletiva dos estrangeiros no Sambódromo, também fizeram outra queixa: “É muita espera na hora de entrar, muita confusão, ficamos meio perdidos”, comentou Maurizio.
Na arquibancada da Marquês de Sapucaí, um gringo chamava atenção pelo samba no pé. Era o funcionário público francês François Brulé, que atraiu olhares com a mistura de passes de balé clássico com o samba.

Fã da Beija-Flor, ele veio curtir o carnaval no Rio de Janeiro pela primeira vez. "Sempre ouvi muitos CD´s de samba, sou fascinado pela alegria e energia do povo daqui".

François também reclamou do preço dos ingressos e da hospedagem na cidade. "Está difícil se hospedar na Zona Sul, está tudo muito caro. Vou ter que economizar muito para voltar no ano seguinte", falou o francês, que recorreu a muita água e energético para acompanhar o primeiro dia de desfiles na Sapucaí.

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